O papel dos professores de escolas de negócios no enfrentamento da atual crise ética nos negócios
DOI:
10.14211/regepe.esbj.e2712Palavras-chave:
ética empresarial, educação em gestão, empreendedorismo, governança por stakeholders, ESG, liderançaResumo
Objetivo: Este artigo para discussão analisa o papel contemporâneo dos professores de escolas de negócios no enfrentamento da persistente crise ética nos negócios. A partir das contribuições anteriores de Degen (2014, 2018), o estudo reavalia a responsabilidade da educação gerencial diante de escândalos corporativos recorrentes, da expansão das práticas de ESG, da transformação digital e da crescente desconfiança social em relação à liderança empresarial. Metodologia: Adota-se uma abordagem qualitativa e interpretativa, baseada em uma revisão crítica da literatura acadêmica, relatórios institucionais e estudos de caso ilustrativos do Brasil, dos Estados Unidos e da Europa. Como artigo de discussão, o trabalho privilegia a análise conceitual e reflexiva, articulando diferentes correntes éticas, como a teoria dos stakeholders, a ética das virtudes, a justiça distributiva e a ética digital. Relevância: O tema é altamente relevante para os estudos em empreendedorismo e gestão, uma vez que falhas éticas comprometem a confiança, a legitimidade e a criação de valor de longo prazo em ecossistemas empreendedores e organizações consolidadas. O artigo dialoga com críticas crescentes à formação gerencial orientada exclusivamente pela primazia do acionista e por abordagens simbólicas de ESG. Contribuição: A principal contribuição reside em reposicionar os professores de administração como agentes institucionais centrais da reforma ética, e não apenas como transmissores de conteúdos técnicos. O estudo propõe recomendações pedagógicas e institucionais para integrar o raciocínio ético, a imaginação moral e a lógica orientada aos stakeholders de forma transversal na educação em gestão.
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